quarta-feira, 4 de julho de 2007

Isso é Dunga

Gilberto Silva, Mineiro, Josué e Júlio Baptista.

Sem mais.

Isso é CBF

Antes da décima rodada do Campeonato Brasileiro já temos diferenças nos jogos entre os times, pois a CBF esqueceu que haveria o Pan e marcou jogos para datas em que o Maracanã estaria interditado. A sétima rodada, portanto, só estará completa em setembro, com Botafogo e Corinthians.

Agora, com a possibilidade do Brasil classificar-se como um dos terceiros colocados, a rodada do sábado pode sofrer alterações no horário, já que a partir desta hipótese a Seleção jogaria no sábado à noite.

Absurdo maior que esse, só o Brasileirão simultâneo à Copa América e Mundial Sub-20.

Isso é Brasil

A globalização no esporte apresentou mais uma de suas crias essa semana. Ângela Park, uma descendente de coreanos nascida em Foz do Iguaçu e radicada desde os oito anos nos EUA (hoje tem 18) foi vice-campeã do US Open de golfe, um dos mais importantes torneios da modalidade no mundo.

Para o Brasil, por mais que o feito sirva para divulgar a modalidade já em expansão, a conquista de Ângela dificilmente despertará o interesse das massas e torcidas calorosas. O golfe (ainda) é elitizado demais por aqui, e a relação da atleta com nosso país pode ser ilustrada pela já presente dificuldade que tem com a língua portuguesa. Até já temos um caso semelhante, o de Rodrigo Pessoa. Nem uma medalha de ouro olímpica foi capaz de fazer com que esse brasileiro com sotaque francês, que monta cavalos com nomes de difícil pronúncia, se transformasse em ídolo nacional. Outros já alcançaram esse status com muito menos.

Esses casos, porém, não devem ser tratados com indiferença ou desprezo. São atletas vitoriosos que devem ter suas conquistadas festejadas - mesmo que com reservas - por aqui. As próprias modalidades que praticam podem ser desenvolvidas, provocando o surgimento de campeões "mais" brasileiros.

Ângela Park nada mais é do que um exemplo da pluralidade étnica do Brasil. Capitanias hereditárias, ciclos da borracha, do ouro e do café e consequentes movimentos migratórios formaram nosso povo e permitiram que Silvas, Scherers, Hoyamas, Fittipaldis e Kuertens crescessem por aqui e trouxessem importantes glórias ao esporte brasileiro.

Na variedade de raças estão a maior característica e qualidade do nosso povo, e isso deve ser sempre celebrado.

terça-feira, 3 de julho de 2007

Procura-se

Se alguém conhecer o moleque do vídeo, me avisa que que quero ser seu empresário.


Esgrima (mais) desfalcada

Como já havia sido divulgado neste blog, a equipe de esgrima que disputará o Pan vai desfalcada, pois uma prova de corrida eliminou atletas com índice técnico para a competição. O Brasil, portanto, levará para o Pan menos atletas do que poderia.

A situação ficou ainda pior. Lívia Lanzoni, classificada para os jogos, sofreu um acidente de moto no último domingo, na Avenida Brasil, em São Paulo, e fraturou a patela.

Uma atleta a menos e um problema a mais para a Confederação Brasileira de Esgrima.

segunda-feira, 2 de julho de 2007

Vergonha

O Caso Nilmar, que parecia ser apenas mais um litígio envolvendo clubes de futebol, empresário e jogador, tem tudo para se transformar em caso de polícia. A história completa foi publicada no Blog do Paulinho e no Blog do Citadini, reproduzidas no Blog do Juca Kfouri, no link abaixo:

Em resumo, é o seguinte: a MSI tentou aplicar um golpe no Lyon e tirar o jogador do clube pagando apenas dois dos dez milhões de euros necessários. Para tal, envolveu no esquema um diretor do Lyon, um funcionário da FIFA - para agilizarem as documentações - o empresário Orlando Hora e... o próprio Nilmar. Os dois últimos receberiam U$1,8 milhões para serem coniventes com a história. Dualib também tinha conhecimento de parte da operação, e foi justamente ele que, sem querer, melou tudo ao entrar com a defesa na FIFA.

Tudo isso, claro, comandado por Kia Joorabchian.

Da MSI não se podia esperar nada diferente, muito menos do Presidente do Corinthians. O único espanto é ter demorado tanto para aparecer uma história desse tipo. Do Orlando Hora, procurador do jogador, também não, visto que ele já foi inclusive expulso do quadro de empresários da FIFA.

É de se lamentar, porém, o envolvimento de Nilmar. Se confirmada a história, sua carreira terá um abalo maior do que as duas cirurgias seguidas de joelho a que foi submetido. Além de mostrar como pode ser nociva a influência de certas pessoas em jogadores jovens e de origem humilde - o que não redime Nilmar.
E que a torcida do Corinthians faça sua mea-culpa por ter apoiado e torcido por essa vergonhosa "parceria".


Negócio da China


O São Paulo disputou um amistoso contra o Bayern de Munique em Hong Kong neste fim de semana. Quarenta mil pessoas assistiram o mistão Tricolor perder de 2x1 para o time titular bávaro.

O jogo festivo trouxe a exposição da marca do time brasileiro no rentável mercado asiático, experiência internacional a jogadores pouco utlizados e por volta de R$ 1 milhão aos cofres do clube.

O próprio São Paulo já havia mandado um time C para uma excursão na Índia, no início do ano.

Com um calendário mais adequado, outros times brasileiros poderiam participar de eventos como esse.

Questão de múltipla escolha


A Seleção Brasileira vai:

a) deslanchar depois dos gols de ontem do Robinho e vencer a Copa América, derrotando na final a Argentina, nos pênaltis. O time apontado como o melhor time do continente, e Dunga como um visionário do futebol;

b) compensar a falta de entrosamento com muita garra, mas perder novamente para os mexicanos na semi-final;

c) passar como 2o do grupo e perder do Uruguai nas quartas, com dois gols de Diego Lugano. A derrota causará a queda de Dunga e de Ricardo Teixeira e uma reformulação total no futebol brasileiro, com a eleição de Zico para a Presidência da CBF;

d) perder para a Venezuela nas quartas de final, com três gols de Vágner Love legítimos anulados pela arbitragem e desfile de Hugo Chavéz em carro de bombeiro pelas ruas de Caracas. Lula romperá relações diplomáticas com seu companheiro;

e) o Brasil vai continuar jogando um futebolzinho meia-boca, não vai ganhar a Copa América, Dunga perderá o emprego ano que vem para Felipão, que aos trancos e barrancos classificará a equipe para a Copa de 2010. Conquistará o hexa na Áfria do Sul e Ricardo Teixeira continuará à frente da CBF, enchendo os bolsos com a Copa 2014.

A pérola da semana


Diálogo entre Marlene Matheus, ex-Presidente e uma das líderes da oposição à atual gestão do Corinthians e o repórter Luiz Henrique Gurian, da Gazeta, na noite da reprovação das contas do clube:

MM: "Eu falei pessoalmente com o Kia, e ele disse que se o Dualib sair a MSI vai investir no Corinthians como ninguém investiu em nenhum clube do mundo. Vai voltar o Tevez e vários outros jogadores virão."

LHG: "E se ele não cumprir a promessa?"

MM: "Ah, aí a torcida mata ele. Eu mato ele."

Se cuida, Kia.

Mal de Barrichello


Felipe Massa perdeu a corrida ontem sem ser ultrapassado na pista. Está em terceiro no campeonato, 17 pontos atrás do Hamilton. Continua com prestígio na Ferrari e com chances de ser campeão mundial. Nada mal para alguém tão jovem na F1. Mas a cada corrida que ele não vence pairam no ar dúvidas sobre a sua capacidade de ser o novo Senna.

Se ele será campeão mundial um dia eu não sei. Mas com certeza ele não será um novo Senna, assim como o próprio Ayrton não foi um novo Piquet, e o Piquet não foi um novo Fittipaldi. Cada um conquistou seu espaço do seu jeito e com a sua categoria. Tivemos também nossos Morenos, Bernoldis e Zontas, que se não se colocaram entre os maiores pilotos da história deviam ao menos ter seus talentos reconhecidos, por terem alcançado a Primeira Divisão do automobilismo mundial.

O Rubinho sofreu de perto a perda de Senna e a consequente cobrança para que seus resultados completassem a lacuna deixada pela morte do mais cultuado piloto da história da F1. De quebra, teve de dividir o espaço com o maior campeão da modalidade em todos os tempos (dividir, aqui, é um eufemismo, já que Schumacher pegou o espaço todo para ele, com justiça). Ficou taxado como perdedor.

No caso, um perdedor com 242 GPs (ano que vem deve superar Ricardo Patrese e se tornar o primeiro colocado nesse quesito), 6 anos de Ferrari e 2 vice-campeonatos.

Além de ter sido lançado no olho do furacão, com a dor causada pela morte do ídolo, Barrichello sofreu a injusta cobrança para ser o melhor. Pois parece que só assim alguém consegue o respeito e admiração por aqui. Mesmo sendo um país à margem da ordem mundial, cobramos a vitória de todos aqueles que nos representam, como se o simples fato de ser brasileiro compensasse a falta de preparação e apoio que cada atleta recebeu e recebe no decorrer da sua carreira. E como se ser brasileiro trouxesse alguma vantagem adicional, em qualquer campo de disputa esportiva, a ser alemão, argentino ou indiano.

Essa nossa cobrança excessiva causa distorções de, na vitória, nos acharmos os melhores do mundo; e na derrota, os piores. Um soco no estômago da auto-estima brasileira. Não somos nenhum nem outro, e resultados esportivos não mudarão esse fato.

Deixem o Massa ser o Massa, com tranquilidade. Saibamos aplaudí-lo e criticá-lo na dose certa, sem que ele se torne o novo Senna ou o novo Barrichello.

E garanto que, com um quinto do sucesso do primeiro ou um quinto da conta bancária do segundo, já se dará por satifeito.